Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Desabafar muda o cérebro





Oi gente,
Eu sei que ando sumida, mas tenho trabalhado muito e ando sem tempo pro Blog.
De qualquer forma, achei uma materia da Época mostrando como a terapia modifica o cérebro. É uma entrevita bem interessante e pra quem quiser conferir é só clicar aqui.

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

"Terapia vicia"



Olá Pessoal,
Eu sei que eu fiquei sumida por um bom tempo, mas tive um problema no meu computado
r. Ele ficou para arrumar e os técnicos demoraram pra descobrir o que ele tinha de errado. Então, desculpe pela ausência.
Bom, mas vamos lá:

Esses dias eu estava conversando com um amigo sobre preconceitos sobre a terapia. Ele comentou que muita gente acredita que a terapia vicia. Na verdade eu já tinha escutado isso antes, mas já havia me esquecido.
Eu acredito que muita gente deve confundir o fato de algumas terapias durarem muito tempo com o vicio. Algumas pessoas, também acreditam que depois de começar a terapia não vão conseguir fazer mais nada sem ela.


Mais uma vez estamos diante de mitos.


A terapia não vicia. O fato de ela durar muito tempo pode ter relação com diversas coisas. Pode variar desde as necessidades do cliente até o tipo de terapia em questão. Mas isso nada tem haver com vicio. Fazer terapia é algo bastante saudável e o tempo dela não indica nada específico. Afinal, como diz Caetano: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..." Sendo assim, a terapia vai ter respostas e estímulos diferentes de acordo com cada um. E assim, o tempo também vai variar. Se alguém ainda tiver dúvidas sobre o tempo de uma terapia, vale a pena dar uma olhada no post "Terapia dura a vida inteira".


Acreditar que ao começar uma terapia, nada será resolvido sem uma consulta ao terapeuta também é um grande mito. Psicólogo não faz milagre e não está ali para resolver problemas. Uma terapia é como uma ajuda, um suporte. É mais uma ferramenta para ajudar o cliente a lidar com suas questões. Nenhum psicólogo vai tomar o lugar do cliente e fazer as c
oisas por ele. Muito menos vai ter as soluções de como se comportar diante do problema X ou do problema Y. É importante o cliente usar a terapia como um recurso. Ela vai ajudar a se conhecer melhor, ampliar o seu leque de escolha. Na terapia conhecemos nossos limites e nossas capacidades. Tendo isso claro é mais fácil reconhecer até onde nossos braços alcançam. Para entender melhor como a terapia pode ajudar sem dar a solução do problema, eu recomendo dar relembrada no post "Acho que vou ser uma pessoa fraca se procurar uma terapia".


Pessoal, se ainda restar alguma dúvida, por favor é só entrar em contato por e-mail. É importante que deixem suas dúvidas para que eu possa usá-las em futuros posts.




PS: Dia 27 de Agosto é dia do Psicólogo. Aqui vai um Parabéns para nós bem atrasado.




Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

"Será que eu preciso de terapia?"



Muita gente quando pensa em fazer terapia acaba se perguntando:

- Como eu sei que preciso de terapia?
- Qual o melhor momento para começar?
- Eu preciso estar sentido alguma coisa especifica?

Talvez, fazendo um raciocínio contrário fique mais fácil saber se uma terapia irá ajudar ou não. Em primeiro lugar é importante ter a consciência de que
terapia não é "coisa pra maluco". O preconceito pode ser nosso maior inimigo. Ele pode limitar nossa visão sobre o mundo. Então, quando pensar em terapia, é fundamental deixar a mente aberta para ver além dos mitos sobre ela.
Saber os
benefícios que uma terapia pode trazer, também é fundamental. Só assim você pode identificar se é isso mesmo o que você busca. Por isso, é extremamente importante pesquisar a respeito. Como por exemplo, pesquisar, através de alguém de confiança, um bom profissional.
Procurar identificar as
diferenças entre os psi's pode ajudar a clarear as idéias. Assim fica mais fácil de reconhecer aquele profissional que você busca e qual deles você se identifica mais.
Buscando conhecer mais sobre os benefícios de uma psicoterapia fica mais fácil de identificar se isso será valido ou não. Estar interessado e interado sobre o assunto pode fazer bastante diferença.
Tem muita gente que procura um psicólogo porque o amigo ou alguém acha que ele precisa. Antes de qualquer coisa, quem tem que estar afim é a pessoa em si. Buscar porque os outros acham que você precisa pode não ter efeito desejado. Em uma terapia é preciso dedicação, comprometimento e responsabilidade. Por isso é preciso querer isso pra si.

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

"E se eu falar, falar, falar e o psicólogo só ficar ouvindo?!"

video

Semana passada, eu estava vendo uma entrevista do Fábio Porchat (ator e roteirista do curta a cima) . Ele estava contando o porque decidiu fazer esse vídeo sobre psicóloga. Ele disse, que na verdade, muita gente tem uma idéia errada do que é terapia. E que, pensando no imaginário comum sobre uma sessão, resolveu escrever o roteiro. Ele contou que faz terapia ha muito tempo, e que resolveu satirizar o mito que se cria em torno da situação. Pensando nisso e, também, nos comentários do blog, principalmente o da Thiara, resolvi escrever esse post.
Muita gente tem aquela idéia de que a terapia é uma sala com um divã, onde o cliente fica sentado olhando pra parede e que o terapeuta fica sentado em uma cadeira apenas ouvindo. Acham que vão falar milhões de coisas sobre suas vidas e quando esperar um retorno, vão ouvir apenas um "aham".
Nem todas as terapias são assim. Esse quadro clássico, que a maioria das pessoas tem em mente, é baseado na psicanálise. Os psicanalistas interferem pouco na fala do cliente, é a linha baseada diretamente nas teorias freudianas. A psicanálise tem suas ramificações, baseada em teóricos como de Jung e Lacan. Muita gente gosta desse tipo de terapia, mas outras pessoas preferem a troca.
Nas psicoterapias é mais comum encontrar essas trocas. O psicólogo fala mais, devolve a fala do cliente e, juntos, vão construído a terapia. Nessas psicoterapias, o psicólogo fala tanto quanto o cliente. Isso não quer dizer que o psicólogo só irá falar para fazer perguntas. Há uma interação importante entre terapeuta e cliente, envolvendo a fala de ambos.
O fato de um psicoterapeuta falar mais que um psicanalista não quer dizer que um seja melhor que o outro. É apenas uma questão de adaptação. Tem gente que prefere um do que o outro.
Como eu já falei anteriormente, suas dúvidas sobre a forma de trabalho de um terapeuta podem ser esclarecidas na primeira sessão. E se for um tipo de trabalho que o cliente não goste, ele pode procurar um outro psicólogo com um trabalho que ele se identifique mais.







Terça-feira, 1 de Julho de 2008

"Como vou falar da minha vida pra alguém que eu nem conheço?!"



Chegar a um consultório e se sentir pressionado a falar sobre coisas pessoais para alguém que você nunca viu na vida, pode ser extremamente desconfortável. Então, como é que se começa uma terapia?
Uma questão fundamental dentro dela é a confiança, e como em qualquer relação, ela é conquistada aos poucos. Assim, naturalmente, o cliente vai se sentindo cada vez mais a vontade para falar de si. Aos poucos o psicólogo vai deixando de ser aquela figura desconhecida para ir se tornando alguém mais significativo.
Na nossa vida, é comum termos mais identificação com algumas pessoas do que outras. Em geral é com elas que nos sentimos mais confortáveis para nos abrir. No processo terapêutico não é diferente. Algumas pessoas sentem mais empatia com um determinado terapeuta do que com outro. Por isso é importante a questão da empatia. É fundamental se sentir bem com a pessoa que irá fazer o atendimento. Quanto mais confortável nos sentirmos, mais fácil será o desenvolvimento da confiança.
O primeiro contato com um terapeuta geralmente se dá pela primeira entrevista. Esse é um momento importante não só para esclarecer suas dúvidas sobre sua forma de trabalho, como também para perceber como você irá se sentir diante dele. É a oportunidade para verificar se aquilo que o psicólogo apresenta está de acordo com o que você quer.
Nessa primeira entrevista o cliente não é obrigado a firmar um compromisso. Ele tem toda liberdade para não gostar do que foi apresentado, buscar outras formas de trabalho ou simplesmente ter um tempo pra pensar.

Algumas pessoas podem ficar inseguras para o primeiro contato. É comum ficarem se questionando sobre o que vão falar, o que o psicóloga vai pensar delas ou com medo do que ele vai perguntar. O cliente não é obrigado a falar de nada que ele não queira e tem toda liberdade para colocar o seu limite. Esse primeiro contato é muito mais um momento de conhecimento entre as duas partes. Falando de uma forma mais sintética: é onde acontece às apresentações.

Se ainda existem dúvidas sobre fazer terapia ou não, a primeira entrevista pode ser importante para a decisão. Não é preciso ficar inseguro diante dela, o psicólogo é treinado para lidar com a situação. Tendo em mente que, mesmo fazendo um primeiro contato o cliente não precisa se comprometer logo de cara, a pressão de ter que fazer a terapia diminui. Assim, esse primeiro momento se torna apenas um dado adicional para uma boa escolha.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

"Acho que vou ser uma pessoa fraca se procurar um psicólogo"


Uma das coisas mais difíceis na terapia é fazer o primeiro contato com o psicólogo. As pessoas ainda têm uma idéia errada da psicoterapia e ficam com medo do que o outro vai pensar. Às vezes acham que o psicólogo não vai dar conta dos seus problemas. E muitas vezes acham que vão ser pessoas mais fracas por estarem procurando ajuda. É aquela idéia de que ser forte é dar conta dos problemas sozinha.
O psicólogo não vai estar ali para solucionar problemas dos outros, e a terapia não torna ninguém mais fraco. Ela é uma ferramenta de ajuda (um suporte) para que a pessoa consiga visualizar o problema e buscar novas alternativas de resolução. Não adianta nada fazer uma terapia se não houver uma dedicação. Se a pessoa que busca um terapeuta não estiver envolvida em todo processo, não vai existir resultado. A terapia é uma forma de ajudar o outro a se tornar cada vez mais forte.
Ninguém, num processo terapêutico, vai resolver problemas em conjunto com um psicólogo. Não tem como o terapeuta viver a vida pelo cliente. Mesmo na terapia, é o cliente quem vai tomar as suas decisões, ele que estará sendo responsável pelas suas escolhas. Ela é apenas um suporte, uma forma de se tornar mais forte. É um meio de desenvolver novas escolhas e desembaralhar alguns sentimentos. A terapia ajuda a ampliar suas capacidades e desenvolver novas habilidades. Tudo isso funciona como uma ferramenta para encarar o mundo.
Buscar uma terapia requer muita coragem. Tem muita gente que tem medo de olhar pra si. Medo do que vai encontrar lá dentro. Dentro de si e dentro do consultório.
Realmente, olhar para algumas coisas dentro de nós é muito difícil. Mexemos em muitas coisas que vão doer, vão incomodar. É como uma grande arrumação no quarto. Encontramos coisas antigas com muitas lembranças, encontramos lixo, achamos coisas que nem sabíamos que ainda existiam, encontramos objetos que nos trazem saudade, arrastamos móveis, encontramos poeira que ficamos com preguiça de limpar. Quando fazemos uma faxina no quarto suamos empurrando móveis, às vezes espirramos com a poeira, ficamos doloridas no dia seguinte e muitas vezes até nos machucamos quando esbarramos em algum lugar. Mas, no final, o quarto fica com uma cara muito melhor.
Eu me lembro que uma amiga me falou uma vez: "Imagina se te colocam em um quarto escuro que você nunca esteve antes e pedem pra você chegar do outro lado. Você anda esbarrando em tudo, afinal, ali é desconhecido e você não está vendo nada. Você não sabe o que vai encontra na frente, não sabe pra onde ir. Esbarrando em tudo, você acaba chegando do outro lado. Quando você faz terapia, você acende a luz. Fica tudo mais fácil, mais claro"
Eu gostei muito dessa comparação, acho que funciona bem assim mesmo. Ninguém vai atravessar o quarto por você, isso é algo que você vai fazer sozinha. Alguém pode te ajudar a iluminar o caminho.
Fazer uma terapia é uma decisão que requer muita responsabilidade. Mas fazer uma primeira entrevista não quer dizer que você seja obrigado a ficar por lá. Um primeiro contato pode ser fundamental para uma escolha.

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

"Terapia dura a vida inteira"


Essa é uma idéia comum sobre o tempo de um trabalho terapêutico. Mas a sua duração vai depender muito da forma que o profissional trabalha.
Muitas pessoas têm em mente que é sempre o psicólogo que determina o tempo que o cliente irá ficar em terapia. Mas não é sempre assim. Embora isso seja muito encontrado, existem outras formas de trabalho. Existem, sim, terapias que duram anos. Porém, existem também, algumas que são determinadas pelo número de sessões e outras, ainda, que o próprio cliente se torna responsável pela alta.
Em alguns tipos de trabalho, o cliente junto com o terapeuta, entra num acordo sobre o número de sessões e o foco delas. Ou seja, são "x" sessões para cuidar da questão "y". Pode acontecer do cliente sentir necessidade de olhar para novas questões ou achar que o número de sessões pré-estabelecidas não serão suficientes. Nesse caso, o tempo da terapia pode ser revista. O próprio psicólogo pode sugerir uma quantidade sessões, isso vai depender do que está sendo trabalhado e o desenvolvimento do cliente.

Encontramos também, psicoterapias em que o cliente é responsável pela sua alta. É uma decisão importante que requer muita responsabilidade Assim, se o profissional não achar que ele está preparado, algo será dito a respeito. Cabe ao psicólogo informar as possíveis conseqüências de sua escolha. Mas, mesmo assim, é a vontade do cliente que prevalece.

A questão da alta pode ser conversada durante a primeira entrevista. É uma informação importante a ser esclarecida. Porém, repito, é essencial que o cliente se identifique com a forma de terapia escolhida. E a alta estará diretamente envolvida nesse processo.